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Postagens Para Redes Sociais Sobre a Lei de Deus

Ícones de várias redes sociais em uma tela de computador.

Aqui você tem uma grande oportunidade de participar da obra de Deus aqui na terra. Criamos essa seção com centenas de postagens que enaltecem a santa e eterna Lei de Deus e encoraja os cristão a obedecer à Deus enquanto há tempo. Para usar, embaixo de cada postagem tem um link para copiar a imagem e texto, basta tocar/clicar e compartilhar. Não ignore essa oportunidade que o Senhor está lhe dando.

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Apêndice 8i: A Cruz e o Templo

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

A cruz e o Templo não são inimigos, e não são duas “fases” em que uma cancela a outra. A Lei de Deus é eterna (Salmos 119:89; 119:160; Malaquias 3:6). O sistema do Templo, com seus sacrifícios, sacerdotes e leis de pureza, foi dado por essa mesma Lei eterna. A morte de Jesus não aboliu um único mandamento. Ela revelou a verdadeira profundidade daquilo que esses mandamentos já estavam dizendo. O Templo não foi destruído para acabar com os sacrifícios, mas como juízo pela desobediência (2 Crônicas 36:14-19; Jeremias 7:12-14; Lucas 19:41-44). A nossa tarefa é manter essas verdades unidas sem inventar uma nova religião que substitui a Lei de Deus por ideias humanas sobre a cruz.

O aparente conflito: o Cordeiro e o altar

À primeira vista, parece haver um conflito:

  • De um lado, a Lei de Deus ordenando sacrifícios, ofertas e serviço sacerdotal (Levítico 1:1-2; Êxodo 28:1).
  • Do outro, Jesus apresentado como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29; 1 João 2:2).

Muitas pessoas correm para uma conclusão que as Escrituras nunca fazem: “Se Jesus é o Cordeiro, então os sacrifícios acabaram, o Templo terminou, e a Lei que os ordenava já não importa.”

Mas o próprio Jesus recusou essa lógica. Ele disse claramente que não veio para abolir a Lei nem os Profetas, e que nem o menor traço cairia da Lei até que o céu e a terra passem (Mateus 5:17-19; Lucas 16:17). O céu e a terra ainda estão aqui. A Lei de Deus continua em vigor. Os mandamentos sobre sacrifícios, ofertas e o Templo nunca foram revogados por Seus lábios.

A cruz não apaga as leis do Templo. A cruz revela para o que elas realmente apontavam.

Jesus como o Cordeiro de Deus — cumprimento sem cancelamento

Quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus” (João 1:29), ele não estava anunciando o fim do sistema de sacrifícios. Estava declarando o verdadeiro sentido de todo sacrifício que já havia sido oferecido com fé. O sangue de animais nunca teve poder em si mesmo (1 Pedro 1:19-20). Seu poder vinha da obediência a Deus e daquilo que representava: o sacrifício futuro do verdadeiro Cordeiro. Deus não diz uma coisa e depois Se contradiz (Números 23:19).

Desde o começo, o perdão sempre dependeu de duas coisas agindo juntas:

  • Obediência ao que Deus ordenou (Deuteronômio 11:26-28; Ezequiel 20:21)
  • A provisão que o próprio Deus estabeleceu para a purificação (Levítico 17:11; Hebreus 9:22)

No antigo Israel, os obedientes iam ao Templo, apresentavam sacrifícios como a Lei exigia e recebiam uma purificação real, mas temporária, dentro da aliança. Hoje, os obedientes são conduzidos pelo Pai ao verdadeiro Cordeiro, Jesus, para uma purificação eterna (João 6:37; 6:39; 6:44; 6:65; 17:6). O padrão é o mesmo: Deus nunca purifica os rebeldes (Isaías 1:11-15).

O fato de Jesus ser o verdadeiro Cordeiro não rasga os mandamentos sobre sacrifício. Ele prova que Deus nunca esteve brincando com símbolos. Tudo no Templo era sério, e tudo apontava para algo real.

Por que os sacrifícios continuaram após a Cruz

Se Deus tivesse a intenção de abolir os sacrifícios no exato momento em que Jesus morreu, o Templo teria caído naquele mesmo dia. Em vez disso, o que aconteceu?

  • O véu do Templo foi rasgado (Mateus 27:51), mas o edifício permaneceu de pé enquanto o culto continuava ali (Atos 2:46; 3:1; 21:26).
  • Os sacrifícios e os ritos do Templo continuaram diariamente (Atos 3:1; 21:26), e toda a narrativa de Atos pressupõe um santuário em funcionamento.
  • O sacerdócio continuou servindo (Atos 4:1; 6:7).
  • As festas continuaram a ser observadas em Jerusalém (Atos 2:1; 20:16).
  • Mesmo depois da ressurreição, os que criam em Jesus ainda eram vistos no Templo (Atos 2:46; 3:1; 5:20-21; 21:26), e milhares de judeus que criam nele eram “todos zelosos pela Lei” (Atos 21:20).

Nada na Lei, nada nas palavras de Jesus e nada nos profetas anunciou que os sacrifícios se tornariam, de repente, pecaminosos ou inválidos assim que o Messias morresse. Não há profecia dizendo: “Depois que meu Filho morrer, vocês deixarão de trazer animais, pois minha Lei sobre sacrifícios foi abolida.”

Em vez disso, os serviços do Templo continuaram porque Deus não é de falar com duas línguas (Números 23:19). Ele não declara algo como santo e depois, em silêncio, passa a tratá-lo como impuro só porque Seu Filho morreu. Se os sacrifícios tivessem se tornado rebelião no momento em que Jesus morreu, Deus teria dito isso claramente. Ele não disse.

A continuação do serviço do Templo depois da cruz mostra que Deus nunca cancelou nenhum mandamento ligado ao santuário. Cada oferta, cada rito de purificação, cada dever sacerdotal e cada ato nacional de culto continuou em vigor porque a Lei que os estabeleceu permaneceu inalterada.

A natureza simbólica do sistema sacrificial

Todo o sistema sacrificial era simbólico em sua estrutura, não porque fosse opcional ou sem autoridade, mas porque apontava para realidades que só o próprio Deus, um dia, traria à plena conclusão. As curas que ele confirmava eram temporárias — quem era curado podia adoecer de novo. As purificações cerimoniais restauravam a pureza apenas por um tempo — a impureza podia voltar. Até os sacrifícios pelo pecado traziam perdão que precisava ser buscado repetidas vezes. Nada disso era a remoção final do pecado ou da morte; eram símbolos ordenados por Deus apontando para o dia em que Ele destruiria a morte para sempre (Isaías 25:8; Daniel 12:2).

A cruz tornou essa finalidade possível, mas o verdadeiro fim do pecado só será visto depois do juízo final e da ressurreição, quando os que fizeram o bem ressuscitarem para a vida e os que praticaram o mal ressuscitarem para a condenação (João 5:28-29). Só então a morte será tragada para sempre. Como os serviços do Templo eram símbolos apontando para realidades eternas, e não as realidades em si, a morte de Jesus não os tornou desnecessários. Eles permaneceram em vigor até que Deus removeu o Templo em juízo — não porque a cruz os cancelou, mas porque Deus decidiu cortar os símbolos, enquanto as realidades para as quais apontavam ainda aguardam Sua conclusão final no fim dos tempos.

Como o perdão funciona hoje

Se os mandamentos sobre sacrifícios nunca foram abolidos e se o sistema do Templo continuou mesmo depois da cruz — até que o próprio Deus o pôs fim no ano 70 d.C., surge uma pergunta natural: Como alguém pode ser perdoado hoje? A resposta está no mesmo padrão que Deus estabeleceu desde o princípio. O perdão sempre veio pela obediência aos mandamentos de Deus (2 Crônicas 7:14; Isaías 55:7) e pelo sacrifício que o próprio Deus designou (Levítico 17:11). No antigo Israel, os obedientes recebiam purificação cerimonial no altar em Jerusalém, que a Lei realizava principalmente por meio do derramamento de sangue (Levítico 4:20; 4:26; 4:31; Hebreus 9:22). Hoje, os obedientes são purificados pelo sacrifício do Messias, o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado (João 1:29).

Isso não representa uma mudança na Lei de Deus. Jesus não cancelou os mandamentos sobre sacrifícios (Mateus 5:17-19). Em vez disso, quando Deus removeu o Templo, Ele mudou o lugar exterior onde a obediência encontra a purificação. O critério permaneceu o mesmo: Deus perdoa aqueles que o temem e guardam seus mandamentos (Salmos 103:17-18; Eclesiastes 12:13). Ninguém vem ao Messias se o Pai não o trouxer (João 6:37; 6:39; 6:44; 6:65; 17:6), e o Pai só atrai aqueles que honram Sua Lei (Mateus 7:21; 19:17; João 17:6; Lucas 8:21; 11:28).

No antigo Israel, a obediência levava a pessoa ao altar. Hoje, a obediência leva a pessoa ao Messias. A cena exterior mudou, mas não o princípio. Os infiéis em Israel não eram purificados pelos sacrifícios (Isaías 1:11-16), e os infiéis hoje não são purificados pelo sangue de Cristo (Hebreus 10:26-27). Deus sempre exigiu as mesmas duas coisas: obediência à Sua Lei e submissão ao sacrifício que Ele designou.

Desde o princípio, nunca houve um momento em que o sangue de qualquer animal, ou a oferta de qualquer cereal ou farinha, tenha realmente trazido paz entre o pecador e Deus. Esses sacrifícios foram ordenados por Deus, mas não eram a verdadeira fonte da reconciliação. As Escrituras ensinam que é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados (Hebreus 10:4) e que o Messias foi conhecido de antemão antes da fundação do mundo (1 Pedro 1:19-20). Desde o Éden, a paz com Deus sempre veio por meio do Filho perfeito, sem pecado, o Unigênito (João 1:18; 3:16) — Aquele para quem todo sacrifício apontava (João 3:14-15; 3:16). As ofertas físicas eram sinais materiais que permitiam ao ser humano ver, tocar e sentir a gravidade do pecado, e entender em termos terrenos o custo do perdão. Quando Deus removeu o Templo, a realidade espiritual não mudou. O que mudou foi a forma material. A realidade permaneceu exatamente a mesma: é o sacrifício do Filho que traz paz entre o ofensor e o Pai (Isaías 53:5). Os símbolos exteriores cessaram porque Deus decidiu removê-los, mas a realidade interior — a purificação concedida por meio de Seu Filho àqueles que Lhe obedecem — continua inalterada (Hebreus 5:9).

Por que Deus Destruiu o Templo

Se a destruição do Templo no ano 70 d.C. tivesse como objetivo “abolir os sacrifícios”, as Escrituras diriam isso. Elas não dizem. Em vez disso, o próprio Jesus explicou o motivo da destruição que viria: juízo.

Ele chorou sobre Jerusalém e disse que a cidade não reconheceu o tempo da sua visitação (Lucas 19:41-44). Ele advertiu que o Templo seria derrubado pedra por pedra (Lucas 21:5-6). Ele declarou que a casa seria deixada deserta por causa da recusa em ouvir os mensageiros de Deus (Mateus 23:37-38). Isso não foi o anúncio de uma nova teologia na qual os sacrifícios se tornam maus. Foi o velho e conhecido padrão de juízo: o mesmo motivo pelo qual o primeiro Templo foi destruído em 586 a.C. (2 Crônicas 36:14-19; Jeremias 7:12-14).

Em outras palavras:

  • O Templo caiu por causa do pecado, não porque a Lei de Deus mudou.
  • O altar foi removido por causa do juízo, não porque os sacrifícios se tornaram ímpios.

Os mandamentos permaneceram escritos, eternos como sempre (Salmos 119:160; Malaquias 3:6). O que Deus removeu foram os meios pelos quais esses mandamentos podiam ser cumpridos.

A Cruz não autorizou uma nova religião sem a Lei

A maior parte do que hoje se chama “cristianismo” está construída sobre uma mentira simples: “Porque Jesus morreu, a lei dos sacrifícios, as festas, as leis de pureza, o Templo e o sacerdócio foram abolidos. A cruz os substituiu.”

Mas Jesus nunca disse isso. Os profetas que profetizaram sobre Ele nunca disseram isso. Pelo contrário, Cristo foi claro que os verdadeiros seguidores Dele devem obedecer aos mandamentos de Seu Pai, tal como dados no Antigo Testamento, assim como Seus apóstolos e discípulos obedeciam (Mateus 7:21; 19:17; João 17:6; Lucas 8:21; 11:28).

A cruz não deu a ninguém autoridade para:

  • Cancelar as leis do Templo
  • Inventar novos rituais, como a ceia de comunhão, para substituir a Páscoa
  • Transformar dízimos em salários de pastor
  • Substituir o sistema de pureza de Deus por ensinamentos modernos
  • Tratar a obediência como opcional e a “graça” como permissão

Nada na morte de Jesus autoriza os homens a reescreverem a Lei de Deus. A cruz apenas confirma que Deus leva o pecado a sério e leva a obediência a sério.

Nossa postura hoje: obedecer ao que pode ser obedecido, honrar o que não pode

A cruz e o Templo se encontram em uma verdade inescapável:

  • A Lei de Deus permanece intocada (Mateus 5:17-19; Lucas 16:17).
  • O Templo foi removido por Deus (Lucas 21:5-6).

Isso significa que:

  • Os mandamentos que ainda podem ser obedecidos precisam ser obedecidos, sem desculpas.
  • Os mandamentos que dependem do Templo devem ser honrados como estão escritos, mas não praticados, porque o próprio Deus removeu o altar e o sacerdócio.

Não reconstruímos hoje uma versão humana do sistema sacrificial, porque Deus não restaurou o Templo. Não declaramos as leis sobre sacrifícios abolidas, porque Deus nunca as cancelou.

Permanecemos entre a cruz e o monte do Templo vazio com temor e tremor, sabendo que:

  • Jesus é o verdadeiro Cordeiro que purifica aqueles que obedecem ao Pai (João 1:29; 6:44).
  • As leis do Templo continuam escritas como estatutos eternos (Salmos 119:160).
  • A impossibilidade atual de cumpri-las é resultado do juízo de Deus, não uma permissão para inventarmos substitutos (Lucas 19:41-44; 21:5-6).

A Cruz e o Templo juntos

O caminho certo rejeita os dois extremos:

  • Nem “Jesus aboliu os sacrifícios, então a Lei de Deus já não importa”.
  • Nem “Devemos reconstruir os sacrifícios agora, do nosso jeito, sem o Templo de Deus”.

Em vez disso:

  • Cremos que Jesus é o Cordeiro de Deus, enviado pelo Pai para aqueles que obedecem à Sua Lei (João 1:29; 14:15).
  • Aceitamos que Deus removeu o Templo como juízo, não como abolição (Lucas 19:41-44; Mateus 23:37-38).
  • Obedecemos a todo mandamento que ainda é fisicamente possível cumprir hoje.
  • Honramos os mandamentos dependentes do Templo recusando-nos a substituí-los por rituais humanos.

A cruz não compete com o Templo. A cruz revela o significado por trás do Templo. E, até que Deus restaure o que Ele removeu, nosso dever é claro:

  • Obedecer ao que pode ser obedecido.
  • Honrar o que não pode.
  • Nunca usar a cruz como desculpa para mudar a Lei que Jesus veio cumprir, não destruir (Mateus 5:17-19).


Apêndice 8h: Obediências Parciais e Simbólicas Ligadas ao Templo

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

Um dos maiores enganos na religião moderna é a crença de que Deus aceita obediência parcial ou obediência simbólica no lugar dos mandamentos que Ele mesmo deu. Mas a Lei de Deus é precisa. Cada palavra, cada detalhe, cada limite revelado por meio dos Seus profetas e por meio do Messias carrega todo o peso da Sua autoridade. Nada pode ser acrescentado. Nada pode ser retirado (Deuteronômio 4:2; 12:32). No momento em que uma pessoa decide que uma parte da Lei de Deus pode ser alterada, suavizada, substituída ou reformulada, ela deixa de obedecer a Deus — passa a obedecer a si mesma.

A precisão de Deus e a natureza da verdadeira obediência

Deus nunca deu mandamentos vagos. Ele deu mandamentos exatos. Quando Ele ordenou sacrifícios, deu detalhes sobre os animais, os sacerdotes, o altar, o fogo, o lugar e o tempo. Quando ordenou as festas, definiu os dias, as ofertas, os requisitos de pureza e o lugar de adoração. Quando ordenou votos, definiu como começam, como continuam e como devem terminar. Quando ordenou dízimos e primícias, definiu o que é levado, onde é levado e quem o recebe. Nada dependia da criatividade humana ou de interpretação pessoal.

Essa precisão não é acidental. Ela reflete o caráter dAquele que deu a Lei. Deus nunca é descuidado, nunca trabalha com aproximados, nunca deixa espaço para improvisação. Ele espera obediência ao que Ele ordenou — não ao que as pessoas gostariam que Ele tivesse ordenado.

Portanto, quando alguém obedece a uma lei apenas em parte — ou substitui as ações exigidas por ações simbólicas — essa pessoa já não está obedecendo a Deus. Está obedecendo a uma versão do mandamento que ela mesma inventou.

Obediência parcial é desobediência

Obediência parcial é a tentativa de guardar os elementos “fáceis” ou “convenientes” de um mandamento, descartando os elementos que parecem difíceis, custosos ou restritivos. Mas a Lei não vem em pedaços. Obedecer seletivamente é recusar a autoridade de Deus justamente nas partes que estão sendo ignoradas.

Deus advertiu Israel repetidas vezes que rejeitar até mesmo um único detalhe dos Seus mandamentos era rebeldia (Deuteronômio 27:26; Jeremias 11:3-4). Jesus confirmou essa mesma verdade quando disse que quem relaxa até o menor dos mandamentos é chamado menor no Reino dos Céus (Mateus 5:17-19). O Messias nunca deu permissão para ignorar as partes difíceis e guardar apenas o restante.

É importante que todos entendam que as leis que dependem do Templo nunca foram abolidas. Deus removeu o Templo, não a Lei. Quando a Lei não pode ser obedecida por completo, a obediência parcial não é uma opção. O adorador precisa honrar a Lei recusando-se a modificá-la.

Obediência simbólica é adoração feita por homens

A obediência simbólica é ainda mais perigosa. Ela ocorre quando uma pessoa tenta substituir um mandamento impossível de cumprir por um ato simbólico criado para “honrar” a lei original. Mas Deus não autorizou substitutos simbólicos. Ele não permitiu que Israel trocasse sacrifícios por orações ou festas por meditações enquanto o Templo ainda existia. Ele não permitiu votos de nazireado simbólicos. Ele não permitiu dízimos simbólicos. Ele nunca disse a ninguém que os rituais ordenados poderiam ser trocados por versões simplificadas que os seres humanos pudessem realizar em qualquer lugar.

Criar obediência simbólica é fingir que a impossibilidade física da obediência pegou Deus de surpresa — como se Deus precisasse da nossa ajuda para “simular” aquilo que Ele mesmo removeu. Mas isso é uma ofensa a Deus. Trata os Seus mandamentos como flexíveis, a Sua precisão como negociável e a Sua vontade como algo que precisa ser “ajudado” pela criatividade humana.

Obediência simbólica é desobediência porque substitui o mandamento que Deus falou por algo que Ele não falou.

Quando a obediência se torna impossível, Deus exige retenção, não substituição

Quando Deus removeu o Templo, o altar e o serviço levítico, Ele fez uma declaração decisiva: certos mandamentos já não poderiam ser cumpridos. Mas Ele não autorizou nada para ficar no lugar deles.

A resposta correta diante de um mandamento que não pode ser obedecido fisicamente é simples:

Abster-se de obedecer até que Deus restaure os meios de obediência.

Isso não é desobediência. É obediência aos limites que o próprio Deus estabeleceu. É temor do Senhor expresso por humildade e contenção.

Inventar uma versão simbólica da lei não é humildade — é rebelião vestida de devoção.

O perigo das “variações possíveis de fazer”

A religião moderna tenta com frequência criar “variações possíveis de fazer” de mandamentos que Deus tornou impossíveis de cumprir:

  • Um culto de “santa ceia” inventado para substituir o sacrifício pascal
  • Uma doação financeira de 10% substituindo o dízimo que Deus definiu
  • “Ensaios” de festas substituindo as ofertas ordenadas em Jerusalém
  • Práticas nazireias simbólicas substituindo o voto real
  • “Ensinos de pureza” rituais substituindo o sistema bíblico de pureza

Cada uma dessas práticas segue o mesmo padrão:

  1. Deus deu um mandamento preciso.
  2. Deus removeu o Templo, tornando a obediência impossível.
  3. Os homens inventaram uma versão modificada que conseguem realizar.
  4. E chamam isso de obediência.

Mas Deus não aceita substitutos para os Seus mandamentos. Ele aceita apenas a obediência que Ele mesmo definiu.

Criar um substituto é insinuar que Deus cometeu um erro — como se Ele esperasse obediência contínua, mas tivesse falhado em preservar os meios de obediência. Isso trata a engenhosidade humana como solução para um “problema” que Deus supostamente não previu. É um insulto à sabedoria de Deus.

Obediência hoje: honrar a Lei sem alterá-la

A postura correta hoje é a mesma exigida em toda a Escritura: obedecer tudo o que Deus tornou possível e recusar-se a alterar o que Ele não tornou possível.

  • Nós obedecemos aos mandamentos que não dependem do Templo.
  • Honramos os mandamentos que dependem do Templo, recusando-nos a modificá-los.
  • Rejeitamos a obediência parcial.
  • Rejeitamos a obediência simbólica.
  • Tememos a Deus o suficiente para obedecer apenas ao que Ele ordenou, da maneira como Ele ordenou.

Essa é a verdadeira fé. Essa é a verdadeira obediência. Qualquer outra coisa é religião feita por homens.

O coração que treme diante da Sua Palavra

Deus Se agrada do adorador que treme diante da Sua Palavra (Isaías 66:2) — não daquele que remodela a Sua Palavra para torná-la conveniente ou possível. A pessoa humilde se recusa a inventar novas leis para substituir aquelas que Deus colocou temporariamente fora do nosso alcance. Ela reconhece que a obediência precisa sempre corresponder ao mandamento que Deus realmente pronunciou.

A Lei de Deus continua perfeita. Nada foi abolido. Mas nem todos os mandamentos podem ser obedecidos hoje. A resposta fiel é recusar a obediência parcial, rejeitar a obediência simbólica e honrar a Lei exatamente como Deus a deu.


Apêndice 8g: As Leis do Nazireado e dos Votos — Por Que Elas Não Podem Ser Obedecidas Hoje

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

As leis sobre votos, incluindo o voto de nazireado, mostram o quanto certos mandamentos da Torá dependem profundamente do sistema do Templo estabelecido por Deus. Desde que o Templo, o altar e o sacerdócio levítico foram removidos, esses votos não podem mais ser concluídos hoje. As tentativas modernas de imitar ou “espiritualizar” esses votos — especialmente o voto de nazireado — não são obediência, mas invenções humanas. A Lei define o que são esses votos, como começam, como terminam e como devem ser concluídos diante de Deus. Sem o Templo, nenhum voto da Torá pode ser cumprido como Deus ordenou.

O que a Lei ordenava sobre os votos

A Lei trata os votos com absoluta seriedade. Quando uma pessoa fazia um voto ao Senhor, esse voto se tornava uma obrigação vinculante que precisava ser cumprida exatamente como prometido (Números 30:1-2; Deuteronômio 23:21-23). Deus advertiu que adiar ou deixar de cumprir um voto era pecado. Mas o cumprimento de um voto não era algo apenas interior ou simbólico — exigia ação, ofertas e o envolvimento do santuário de Deus.

Muitos votos incluíam sacrifícios de ação de graças ou ofertas voluntárias, o que significava que o voto tinha de ser cumprido no altar de Deus, no lugar que Ele escolheu (Deuteronômio 12:5-7; 12:11). Sem o altar, nenhum voto podia ser levado à conclusão.

O voto de nazireado: uma lei dependente do Templo

O voto de nazireado é o exemplo mais claro de um mandamento que não pode ser cumprido hoje, mesmo que alguns dos comportamentos exteriores a ele ligados ainda possam ser imitados. Números 6 descreve o voto de nazireado em detalhes e distingue claramente entre os sinais exteriores de separação e os requisitos que tornam o voto válido diante de Deus.

Os sinais exteriores incluem:

  • Abster-se de vinho e de todos os produtos da videira (Números 6:3-4)
  • Deixar o cabelo crescer, sem navalha sobre a cabeça (Números 6:5)
  • Evitar a impureza de cadáver (Números 6:6-7)

Mas nenhum desses comportamentos cria ou completa, por si só, um voto de nazireado. Segundo a Lei, o voto só se torna completo — e só se torna aceitável diante de Deus — quando a pessoa vai ao santuário e apresenta as ofertas exigidas:

  • A oferta queimada (holocausto)
  • A oferta pelo pecado
  • A oferta de comunhão (paz)
  • As ofertas de cereal e de libação

Esses sacrifícios foram ordenados como a conclusão essencial do voto (Números 6:13-20). Sem eles, o voto permanece inacabado e inválido. Deus também exigiu ofertas adicionais se ocorresse impureza acidental, o que significa que o voto não pode continuar nem recomeçar sem o sistema do Templo (Números 6:9-12).

É por isso que o voto de nazireado não pode existir hoje. Uma pessoa pode imitar certos atos exteriores, mas não pode entrar, prosseguir nem completar o voto que Deus definiu. Sem o altar, o sacerdócio e o santuário, não existe voto de nazireado — apenas imitação humana.

Como Israel obedeceu

Israelitas fiéis que faziam um voto de nazireado obedeciam à Lei do começo ao fim. Eles se separavam durante os dias do voto, evitavam a impureza e depois subiam ao santuário para concluir o voto com as ofertas que Deus exigiu. Até mesmo a impureza acidental exigia ofertas específicas para “reiniciar” o voto (Números 6:9-12).

Nenhum israelita jamais concluía um voto de nazireado em uma sinagoga de aldeia, em uma casa particular ou em uma cerimônia simbólica. Ele precisava ser concluído no santuário que Deus escolheu.

O mesmo vale para outros votos. O cumprimento exigia sacrifícios, e os sacrifícios exigiam o Templo.

Por que esses votos não podem ser obedecidos hoje

O voto de nazireado — e todo voto na Torá que requer ofertas — não pode ser concluído hoje porque o altar de Deus já não existe. O Templo foi destruído. O sacerdócio não está servindo. O santuário está ausente. E sem essas coisas, o ato final e essencial do voto não pode ocorrer.

A Torá não permite que um voto de nazireado seja “encerrado espiritualmente” sem ofertas. Ela não autoriza mestres modernos a criarem encerramentos simbólicos, cerimônias alternativas ou interpretações privadas. Deus definiu como o voto deve terminar — e Ele removeu os meios de obediência.

Por essa razão:

  • Ninguém hoje pode fazer um voto de nazireado segundo a Torá.
  • Nenhum voto que envolva ofertas pode ser cumprido hoje.
  • Qualquer tentativa simbólica de imitar esses votos não é obediência.

Essas leis continuam eternas, mas a obediência é impossível até que Deus restaure o Templo.

Jesus não cancelou essas leis

Jesus nunca aboliu as leis sobre votos. Ele advertiu as pessoas a evitarem votos descuidados por causa do seu caráter vinculante (Mateus 5:33-37), mas não removeu um único requisito escrito em Números ou em Deuteronômio. Ele nunca disse a Seus discípulos que o voto de nazireado estava ultrapassado ou que os votos já não precisavam do santuário.

Paulo raspar a cabeça (Atos 18:18) e participar de despesas de purificação em Jerusalém (Atos 21:23-24) confirma que Jesus não aboliu as leis de votos e que, antes da destruição do Templo, os israelitas continuavam a cumprir seus votos exatamente como a Torá exigia. Paulo não concluiu coisa alguma em particular ou em uma sinagoga; ele foi a Jerusalém, ao Templo e ao altar, porque a Lei definia onde um voto tinha de ser levado à sua conclusão. A Torá define o que é um voto de nazireado e, segundo a Torá, nenhum voto pode ser cumprido sem as ofertas no santuário de Deus.

Obediência simbólica é desobediência

Assim como acontece com sacrifícios, festas, dízimos e leis de purificação, a remoção do Templo nos obriga a honrar essas leis — não inventando substitutos, mas recusando-nos a afirmar obediência onde a obediência é impossível.

Imitar um voto de nazireado hoje, deixando o cabelo crescer, abstendo-se de vinho ou evitando funerais, não é obediência. É um gesto simbólico desconectado dos mandamentos que Deus realmente deu. Sem as ofertas no santuário, o voto é inválido desde o início.

Deus não aceita obediência simbólica. O adorador que teme ao Senhor não inventa substitutos para o Templo ou para o altar. Ele honra a Lei reconhecendo os limites que o próprio Deus estabeleceu.

Nós obedecemos ao que pode ser obedecido e honramos o que não pode

O voto de nazireado é santo. Os votos, em geral, são santos. Nenhuma dessas leis foi abolida, e nada na Torá sugere que um dia seriam substituídas por práticas simbólicas ou intenções internas.

Mas Deus removeu o Templo. Portanto:

  • Não podemos completar o voto de nazireado.
  • Não podemos completar votos que exigem ofertas.
  • Honramos essas leis ao não fingir cumpri-las simbolicamente.

Obediência hoje significa guardar os mandamentos que ainda podem ser guardados e honrar os demais até que Deus restaure o santuário. O voto de nazireado continua escrito na Lei, mas não pode ser obedecido até que o altar volte a estar de pé.


Apêndice 8f: A Santa Ceia — A Última Ceia de Jesus Foi a Páscoa

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

O serviço da comunhão, ou “Santa Ceia”, é um dos exemplos mais fortes daquilo que esta série está expondo: uma “obediência” simbólica inventada para substituir mandamentos que o próprio Deus tornou impossíveis de serem cumpridos quando removeu o Templo, o altar e o sacerdócio levítico. A Lei de Deus nunca ordenou uma cerimônia recorrente de pão e vinho no lugar dos sacrifícios ou da Páscoa. Jesus nunca cancelou as leis do Templo e nunca instituiu um novo ritual para substituí-las. O que hoje se chama de “Ceia do Senhor” não é um mandamento da Torá e não é uma lei de Deus independente do Templo. É uma cerimônia humana construída sobre um mal-entendido a respeito do que Jesus fez na Sua última Páscoa.

O padrão da Lei: sacrifícios reais, sangue real, altar real

Debaixo da Lei, perdão e memória nunca estiveram ligados a símbolos sem sacrifício. O padrão central é claro: o pecado é tratado quando sangue real é apresentado em um altar real, no lugar que Deus escolheu para o Seu Nome (Levítico 17:11; Deuteronômio 12:5-7). Isso é verdade para os sacrifícios diários, ofertas pelo pecado, holocaustos e para o próprio cordeiro pascal (Êxodo 12:3-14; Deuteronômio 16:1-7).

A refeição da Páscoa não era um culto livre de “lembrança” simbólica. Era um rito ordenado com:

  • Um cordeiro real, sem defeito
    • Êxodo 12:3 — Cada família devia separar um cordeiro, conforme a ordem de Deus.
    • Êxodo 12:5 — O cordeiro devia ser sem defeito, macho de um ano, perfeito.
  • Sangue real, tratado exatamente como Deus ordenou
    • Êxodo 12:7 — Deviam tomar o sangue do cordeiro e colocá-lo nos batentes e na verga das portas.
    • Êxodo 12:13 — O sangue seria o sinal sobre as casas; Deus passaria adiante apenas onde o sangue real estivesse aplicado.
  • Pães sem fermento e ervas amargas
    • Êxodo 12:8 — Deviam comer o cordeiro com pães sem fermento e ervas amargas.
    • Deuteronômio 16:3 — Não deviam comer pão levedado, mas apenas o “pão da aflição” por sete dias.
  • Um tempo e uma ordem específicos
    • Êxodo 12:6 — O cordeiro devia ser morto ao crepúsculo, no décimo quarto dia.
    • Levítico 23:5 — A Páscoa é no décimo quarto dia do primeiro mês, no tempo determinado.

Mais tarde, Deus centralizou a Páscoa: o cordeiro já não podia ser sacrificado em qualquer cidade, mas somente no lugar que Ele escolhesse, diante do Seu altar (Deuteronômio 16:5-7). Todo o sistema dependia do Templo. Não existia “símbolo de Páscoa” sem sacrifício.

Como Israel se lembrava da redenção

O próprio Deus definiu como Israel deveria se lembrar do êxodo do Egito. Não era por meio de uma simples meditação ou de um gesto simbólico, mas por meio do serviço anual da Páscoa que Ele ordenou (Êxodo 12:14, 12:24-27). As crianças deveriam perguntar: “O que significa este rito?” e a resposta estava ligada ao sangue do cordeiro e aos atos de Deus naquela noite (Êxodo 12:26-27).

Quando o Templo existia, o Israel fiel obedecia subindo a Jerusalém, mandando imolar o cordeiro no santuário e comendo a Páscoa como Deus ordenara (Deuteronômio 16:1-7). Nenhum profeta jamais anunciou que, um dia, isso seria substituído por um simples pedaço de pão e um gole de vinho em prédios espalhados entre as nações. A Lei não conhece essa substituição. Ela conhece apenas a Páscoa como Deus a definiu.

Jesus e a Sua última Páscoa

Os Evangelhos são claros: quando Jesus comeu com Seus discípulos na noite em que foi traído, era a Páscoa, não uma nova cerimônia para gentios (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-15). Ele estava andando em plena obediência aos mandamentos de Seu Pai, guardando a mesma Páscoa estabelecida por Deus.

Àquela mesa, Jesus tomou o pão e disse: “Isto é o meu corpo”, e tomou o cálice e falou do Seu sangue da aliança (Mateus 26:26-28; Marcos 14:22-24; Lucas 22:19-20). Ele não estava abolindo a Páscoa, nem cancelando os sacrifícios, nem escrevendo novas leis para serviços religiosos de gentios. Ele estava explicando que a Sua própria morte, como o verdadeiro Cordeiro de Deus, daria pleno sentido a tudo o que a Lei já havia ordenado.

Quando Ele disse “Fazei isto em memória de mim” (Lucas 22:19), o “isto” era a refeição pascal que eles estavam comendo, não uma cerimônia totalmente nova, separada da Lei, do Templo e do altar. Não há nenhuma ordem dos Seus lábios instituindo um novo rito independente do Templo, com seu próprio calendário, suas próprias regras e seu próprio clero. Jesus já havia dito que não veio para abolir a Lei ou os Profetas e que nem o menor traço cairia da Lei (Mateus 5:17-19). Ele nunca disse: “Depois da minha morte, esqueçam a Páscoa e, em vez disso, criem um serviço de pão e vinho onde quer que estiverem.”

O Templo removido, não a Lei abolida

Jesus previu a destruição do Templo (Lucas 21:5-6). Quando isso aconteceu, no ano 70 d.C., os sacrifícios cessaram, o altar foi removido e o serviço levítico terminou. Mas nada disso foi a abolição da Lei. Foi juízo. Os mandamentos sobre os sacrifícios e sobre a Páscoa permanecem escritos, intactos. Eles apenas se tornaram impossíveis de obedecer porque Deus removeu o sistema em que operavam.

O que os homens fizeram? Em vez de aceitarem que certas leis devem ser honradas, mas não podem ser obedecidas até que Deus restaure o santuário, os líderes religiosos criaram um novo ritual — a cerimônia da comunhão — e declararam que essa invenção agora é o meio de “lembrar” Jesus e “participar” do Seu sacrifício. Eles pegaram o pão e o cálice da mesa da Páscoa e construíram toda uma nova estrutura em torno deles, fora do Templo, fora da Lei, fora de qualquer coisa que o próprio Deus tenha ordenado.

Por que a cerimônia da comunhão é obediência simbólica

A cerimônia da comunhão é apresentada quase em todos os lugares como substituição dos sacrifícios do Templo e da Páscoa. Dizem às pessoas que, ao comerem pão e beberem vinho (ou suco) em um prédio de igreja, ou em qualquer outro lugar, estão obedecendo a uma ordem de Cristo e cumprindo aquilo para o qual a Lei apontava. Mas isso é exatamente o tipo de obediência simbólica que Deus não autorizou.

A Lei nunca disse a ninguém que um símbolo, sem altar e sem sangue, poderia substituir os sacrifícios ordenados. Jesus nunca disse isso. Os profetas nunca disseram isso. Não existe nenhuma lei que defina:

  • Com que frequência essa nova comunhão deve ser realizada
  • Quem deve presidir
  • Onde ela deve acontecer
  • O que acontece se alguém nunca participar

Assim como os fariseus, saduceus e escribas, todos esses detalhes foram inventados por homens (Marcos 7:7-9). Teologias inteiras foram construídas sobre essa cerimônia — alguns a chamam de sacramento, outros de renovação de aliança — mas nada disso vem da Lei de Deus ou das palavras de Jesus nos Evangelhos, entendidas em seu contexto.

O resultado é trágico: multidões acreditam que estão “obedecendo” a Deus ao participar de um ritual que Ele nunca ordenou. As verdadeiras leis do Templo continuam de pé, impossíveis de serem guardadas porque Deus removeu o Templo; e, em vez de honrar esse fato com temor e humildade, as pessoas insistem em fingir que um serviço simbólico pode ocupar o lugar delas.

Lembrando Jesus sem inventar novas leis

As Escrituras não nos deixam sem orientação sobre como honrar o Messias após a Sua ascensão. O próprio Jesus disse: “Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos” (João 14:15). Ele também perguntou: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que Eu digo?” (Lucas 6:46).

A maneira de lembrar dEle não é por meio de cerimônias inventadas, mas pela obediência a tudo o que Seu Pai já havia falado pelos profetas que vieram antes do Messias e pelo próprio Messias.

Nós obedecemos ao que pode ser obedecido e honramos o que não pode

A Lei permanece intacta. A Páscoa e o sistema de sacrifícios continuam escritos como estatutos eternos, mas sua obediência agora é impossível porque o próprio Deus removeu o Templo, o altar e o sacerdócio. A cerimônia da comunhão não muda essa realidade. Ela não transforma pão simbólico e vinho simbólico em obediência. Ela não cumpre as leis do Templo. Ela não vem da Torá, e Jesus nunca a ordenou como uma nova ordenança independente para as nações.

Nós obedecemos ao que pode ser obedecido hoje: os mandamentos que não dependem do Templo. Honramos o que não pode ser obedecido recusando-nos a inventar substitutos. A cerimônia da comunhão é uma tentativa humana de preencher um vazio que o próprio Deus criou. O verdadeiro temor do Senhor nos leva a rejeitar essa ilusão de obediência e a voltar ao que Ele realmente ordenou.


Apêndice 8e: Dízimos e Primícias — Por Que Eles Não Podem Ser Obedecidos Hoje

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

Dízimos e primícias eram porções santas do aumento de Israel — da terra (Deuteronômio 14:22) e do rebanho (Levítico 27:32) — ordenadas por Deus para serem apresentadas no Seu santuário, diante do Seu altar e nas mãos dos Seus sacerdotes levitas. Esses mandamentos nunca foram abolidos. Jesus nunca os cancelou. Mas Deus removeu o Templo, o altar e o sacerdócio, tornando a obediência impossível hoje. Como em todas as leis dependentes do Templo, substituições simbólicas não são obediência, mas invenções humanas.

O que a Lei ordenou

A Lei definiu o dízimo com absoluta precisão. Israel era obrigado a separar a décima parte de todo o aumento — cereal, vinho, azeite e gado — e levá-la ao lugar que Deus escolhesse (Deuteronômio 14:22-23). O dízimo não era distribuído localmente. Não era dado a mestres escolhidos pela pessoa. Não era convertido em doação em dinheiro, exceto no caso restrito em que a distância tornava necessária uma conversão temporária e, mesmo assim, o dinheiro tinha de ser gasto dentro do santuário, diante de Deus (Deuteronômio 14:24-26).

O dízimo pertencia aos levitas porque eles não tinham herança de terra (Números 18:21). Mas até os próprios levitas eram obrigados a levar o dízimo do dízimo aos sacerdotes, junto ao altar (Números 18:26-28). Todo o sistema dependia do Templo em funcionamento.

As primícias eram ainda mais estruturadas. O adorador levava as primícias da colheita diretamente ao sacerdote, colocava-as diante do altar e fazia uma declaração falada ordenada por Deus (Deuteronômio 26:1-10). Esse ato exigia o santuário, o sacerdócio e o altar.

Como Israel obedeceu

Israel obedeceu a essas leis da única maneira em que a obediência era possível: trazendo fisicamente o dízimo e as primícias ao Templo (Malaquias 3:10). Nenhum israelita inventou uma versão simbólica ou “espiritual”. Nenhuma porcentagem foi redirecionada a líderes religiosos locais. Nenhuma nova interpretação foi acrescentada. O culto era obediência, e a obediência era exatamente o que Deus ordenou.

O dízimo do terceiro ano também dependia dos levitas, porque eram eles — e não indivíduos particulares — os responsáveis diante de Deus por recebê-lo e distribuí-lo (Deuteronômio 14:27-29). Em todas as etapas, o dízimo e as primícias existiam dentro do sistema que Deus estabeleceu: Templo, altar, levitas, sacerdotes, pureza ritual.

Por que a obediência é impossível hoje

Hoje o Templo não existe. O altar não existe. O sacerdócio levítico não está servindo. O sistema de pureza não pode operar sem o santuário. Sem essas estruturas dadas por Deus, ninguém pode guardar o dízimo ou as primícias.

O próprio Deus predisse que Israel ficaria “por muitos dias sem rei nem príncipe, sem sacrifício nem coluna, sem éfode nem ídolos domésticos” (Oseias 3:4). Quando Ele removeu o Templo, removeu a capacidade de obedecer a toda lei que depende dele.

Portanto:

  • Nenhum pastor, missionário, rabino messiânico ou qualquer outro trabalhador de ministério pode receber um dízimo bíblico.
  • Nenhuma congregação pode recolher primícias.
  • Nenhuma oferta simbólica cumpre essas leis.

A Lei define a obediência, e nada além disso é obediência.

A generosidade é encorajada — mas não é dízimo

A remoção do Templo não removeu o chamado de Deus à compaixão. Tanto o Pai quanto Jesus incentivam a generosidade, especialmente para com os pobres, oprimidos e necessitados (Deuteronômio 15:7-11; Mateus 6:1-4; Lucas 12:33). Dar de boa vontade é algo bom. Ajudar financeiramente uma igreja ou qualquer ministério não é proibido. Apoiar uma obra justa é algo nobre.

Mas generosidade não é dízimo.

O dízimo exigia:

  • Uma porcentagem fixa
  • Itens específicos (aumento agrícola e rebanho)
  • Um lugar específico (o santuário ou Templo)
  • Um destinatário específico (levitas e sacerdotes)
  • Um estado de pureza ritual

Nada disso existe hoje.

A generosidade, por outro lado:

  • Não tem porcentagem ordenada por Deus
  • Não tem ligação com a lei do Templo
  • É voluntária, não ordenada por estatuto
  • É expressão de compaixão, não substituto de dízimos ou primícias

Ensinar que um crente “tem de dar dez por cento” hoje é acrescentar às Escrituras. A Lei de Deus não autoriza nenhum líder — antigo ou moderno — a inventar um novo sistema de contribuição obrigatória no lugar do dízimo. Jesus nunca ensinou isso. Os profetas nunca ensinaram isso. Os apóstolos nunca ensinaram isso.

O dízimo inventado é desobediência, não obediência

Alguns hoje tentam transformar a contribuição financeira em um “dízimo moderno”, afirmando que o propósito permanece o mesmo, mesmo sem o sistema do Templo. Mas isso é exatamente o tipo de obediência simbólica que Deus rejeita. A Lei não permite que o dízimo seja reinterpretado, realocado ou reassinalado. Um pastor não é levita. Uma igreja ou congregação messiânica não é o Templo. Uma doação não são primícias. Dinheiro colocado em uma salva de ofertas não se transforma em obediência.

Assim como acontece com sacrifícios, ofertas de festas e ritos de purificação, honramos o que a Lei ordenou recusando-nos a substituí-la por invenções humanas.

Nós obedecemos ao que pode ser obedecido e honramos o que não pode

Dízimos e primícias continuam sendo mandamentos eternos, mas a obediência a eles é impossível até que o próprio Deus restaure o Templo, o altar, o sacerdócio e o sistema de pureza. Até esse dia, andamos no temor do Senhor dando com generosidade quando podemos — não como dízimo, não como primícias, não como obediência a qualquer porcentagem, mas como expressões de misericórdia e justiça.

Inventar um substituto é reescrever a Lei. Recusar inventar substitutos é honrar o Deus que a pronunciou.


Apêndice 8d: As Leis de Purificação — Por Que Elas Não Podem Ser Obedecidas Sem o Templo

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

A Torá contém leis detalhadas de pureza e impureza ritual. Esses mandamentos nunca foram abolidos. Jesus nunca os cancelou. No entanto, Deus removeu o Templo, o altar, o sacerdócio e Sua habitação manifesta do meio da nação em resposta à infidelidade de Israel. Por causa dessa remoção, os mandamentos de purificação não podem ser obedecidos hoje.

Embora sejamos criaturas frágeis, Deus, em Seu amor por Seu povo escolhido, estabeleceu Sua presença entre Israel por séculos (Êxodo 15:17; 2 Crônicas 6:2; 1 Reis 8:12-13). Desde 70 d.C., porém, o Templo onde Sua santidade era manifesta e encontrada não existe mais.

O que a Lei ordenava

A Lei definiu condições legais reais de puro (טָהוֹר — tahor) e impuro (טָמֵא — tamei). Uma pessoa podia tornar-se impura por realidades comuns e inevitáveis da vida humana: parto (Levítico 12:2-5), menstruação e outros fluxos corporais (Levítico 15:19-30) e contato com os mortos (Números 19:11-13). Essas condições não eram comportamentos pecaminosos. Não carregavam culpa. Eram apenas condições legais que restringiam a aproximação das coisas santas.

Para todas essas condições, a Lei também ordenava um processo de purificação. Às vezes era tão simples quanto esperar até a tarde. Outras vezes exigia lavagem. E, em vários casos, exigia envolvimento sacerdotal e sacrifícios. O ponto não é que Israel “se sentia” impuro. O ponto é que Deus legislou limites reais ao redor de Sua santidade.

Por que essas leis existiam

O sistema de pureza existia porque Deus habitava entre Israel em um espaço santo definido. A própria Torá dá a razão: Israel deveria ser mantido afastado da impureza para que a habitação de Deus não fosse profanada e para que o povo não morresse ao se aproximar de Sua presença santa estando em estado profanado (Levítico 15:31; Números 19:13).

Isso significa que as leis de impureza não eram costumes de estilo de vida nem conselhos de saúde. Eram leis do santuário. Seu alvo era sempre o mesmo: proteger a habitação de Deus e regular o acesso a ela.

O Templo era a jurisdição, não apenas o local

O santuário não era apenas um edifício conveniente onde atividades religiosas aconteciam. Era a arena legal na qual muitas leis de pureza tinham força. A impureza importava porque havia um espaço santo a proteger, objetos santos a guardar e um serviço santo a preservar. O Templo criava a fronteira legal entre o comum e o santo, e a Lei exigia que essa fronteira fosse mantida.

Quando Deus removeu Sua habitação em resposta à infidelidade de Israel, Ele não aboliu Sua Lei. Ele removeu a jurisdição na qual muitas leis de purificação podiam ser executadas. Sem a habitação, não existe uma “aproximação” legal a ser regulada, e não existe um espaço santo a ser preservado da profanação.

Leis principais e procedimentos de contenção

Levítico 15 contém muitos detalhes de nível doméstico: cama impura, assento impuro, lavagem e “impuro até a tarde”. Esses detalhes não eram mandamentos independentes destinados a construir um estilo de vida permanente. Eram procedimentos de contenção cuja única função era impedir que a impureza alcançasse a habitação de Deus e contaminasse o que era santo.

É por isso que esses procedimentos não têm sentido como “devoções” isoladas hoje. Reencená-los sem o santuário que foram projetados para proteger não é obediência; é imitação simbólica. Deus nunca autorizou substitutos para Seu sistema. Não há honra a Deus em fingir que Sua santa habitação ainda permanece, quando foi o próprio Deus quem a removeu.

Menstruação regular

A menstruação regular é única entre as impurezas da Torá porque é previsível, inevitável e resolvida apenas pelo tempo. A mulher era impura por sete dias, e tudo em que ela se deitasse ou se assentasse tornava-se impuro; aqueles que tocassem esses itens tornavam-se impuros até a tarde (Levítico 15:19-23). Se um homem se deitasse na mesma cama com ela durante esse período, ele também se tornava impuro por sete dias (Levítico 15:24).

Essa impureza regular, resolvida pelo tempo, não exigia sacerdote, sacrifício ou altar. Seu propósito legal era restringir o acesso ao espaço santo. Por isso, essas leis não impediam a vida diária nem exigiam proximidade contínua com Jerusalém. Os estados de puro e impuro importavam porque a habitação de Deus existia e o acesso a ela era governado por Sua Lei. Com a habitação removida, essas regras domésticas de pureza já não têm aplicação legal e, portanto, não podem ser obedecidas hoje.

Esclarecimento importante: a proibição de relações sexuais com uma mulher menstruada é uma lei diferente. Esse mandamento não é um procedimento de purificação e não depende do Templo para seu significado ou aplicação (Levítico 18:19; Levítico 20:18). Essa proibição sexual é muito séria e é um mandamento distinto que ainda deve ser obedecido hoje.

Sangramento anormal

Sangramento fora do ciclo menstrual normal foi classificado de outra forma e exigia conclusão dependente do Templo. A mulher era impura durante o período do sangramento e, quando cessasse, ela precisava contar dias e então trazer ofertas ao sacerdote à entrada do santuário (Levítico 15:25-30). Esta não é uma categoria “apenas tempo”. É uma categoria “sacerdote e ofertas”. Portanto, não pode ser obedecida hoje, porque Deus removeu o sistema necessário para completá-la.

Impureza por cadáver

O contato com os mortos produzia uma forma severa de impureza que ameaçava diretamente o santuário. A Torá fala com extrema seriedade aqui: o impuro que profanasse a habitação seria eliminado, e a profanação era tratada como uma ofensa direta contra o espaço santo de Deus (Números 19:13; Números 19:20). O meio prescrito de purificação dependia de instrumentos designados por Deus e de uma estrutura funcional do santuário. Sem a jurisdição do Templo, essa categoria não pode ser resolvida legalmente conforme o mandamento.

O que mudou quando Deus removeu Sua habitação

Deus removeu o Templo, o altar e o sacerdócio levítico em juízo. Com essa remoção, o sistema de pureza perdeu sua arena legal. Não há espaço santo a proteger, não há ponto legal de aproximação a regular e não há sacerdócio designado para oficiar os atos exigidos quando a Lei demanda envolvimento sacerdotal.

Portanto, nenhum dos mandamentos de purificação pode ser praticado hoje — não porque a Lei terminou, mas porque Deus removeu a jurisdição que lhes dava força legal. A Lei permanece. O Templo, não.

Por que “purificação” simbólica é desobediência

Alguns tentam substituir o sistema de Deus por rituais privados, lavagens “espirituais” ou reencenações domésticas inventadas. Mas Deus não autorizou substituições. Israel não era livre para improvisar novas versões de purificação. Obedecer significava fazer exatamente o que Deus ordenou, no lugar que Deus escolheu, por meio dos servos que Deus designou.

Quando Deus remove os instrumentos de obediência, a resposta fiel não é imitação. A resposta fiel é reconhecer o que Deus fez, recusar invenções e honrar os mandamentos que não podem ser realizados no momento.

Conclusão

As leis de purificação nunca foram abolidas. Elas existiam porque Deus habitava entre Israel e regulavam o acesso à Sua presença santa. Em resposta à infidelidade de Israel, Deus removeu Sua habitação, o Templo e o sacerdócio. Por causa dessa remoção, o sistema de pureza baseado no santuário não pode ser obedecido hoje. Obedecemos tudo o que ainda pode ser obedecido e honramos aquilo que Deus tornou impossível, respeitando Suas ações e recusando substituir Seus mandamentos por substitutos simbólicos.


Apêndice 8c: As Festas Bíblicas — Por Que Nenhuma Delas Pode Ser Obedecida Hoje

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

As Festas Santas — O Que a Lei Realmente Ordenou

As festas anuais não eram meramente comemorações ou encontros culturais. Eram santas convocações construídas em torno de ofertas, sacrifícios, primícias, dízimos e requisitos de purificação que Deus ligou diretamente ao Templo que Ele escolheu (Deuteronômio 12:5-6; 12:11; 16:2; 16:5-6). Cada grande festa — Páscoa, Pães Asmos, Semanas, Trombetas, Dia da Expiação e Tabernáculos — exigia que o adorador se apresentasse diante do Senhor no lugar que Ele escolheu, e não em qualquer lugar que o povo preferisse (Deuteronômio 16:16-17).

  • A Páscoa exigia um cordeiro oferecido no santuário (Deuteronômio 16:5-6).
  • A Festa dos Pães Asmos exigia ofertas diárias feitas pelo fogo (Números 28:17-19).
  • A Festa das Semanas exigia ofertas de primícias (Deuteronômio 26:1-2; 26:9-10).
  • A Festa das Trombetas exigia sacrifícios “oferecidos pelo fogo” (Números 29:1-6).
  • O Dia da Expiação exigia rituais sacerdotais no Santo dos Santos (Levítico 16:2-34).
  • A Festa dos Tabernáculos exigia sacrifícios diários (Números 29:12-38).
  • A Assembleia do Oitavo Dia exigia ofertas adicionais como parte do mesmo ciclo de festa (Números 29:35-38).

Deus descreveu essas festas com grande precisão e repetidamente enfatizou que eram os Seus tempos determinados, para serem observados exatamente como Ele ordenou (Levítico 23:1-2; 23:37-38). Nenhuma parte dessas observâncias foi deixada à interpretação pessoal, ao costume local ou à adaptação simbólica. O lugar, os sacrifícios, os sacerdotes e as ofertas faziam parte do mandamento.

Como Israel Obedeceu a Esses Mandamentos no Passado

Enquanto o Templo existiu, Israel obedeceu às festas exatamente como Deus instruiu. O povo viajava a Jerusalém nos tempos determinados (Deuteronômio 16:16-17; Lucas 2:41-42). Levavam seus sacrifícios aos sacerdotes, que os ofereciam sobre o altar. Eles se alegravam diante do Senhor no lugar que Ele santificou (Deuteronômio 16:11; Neemias 8:14-18). Até a própria Páscoa — a mais antiga de todas as festas nacionais — não podia mais ser observada nas casas depois que Deus estabeleceu um santuário central. Ela só podia ser guardada no lugar onde o Senhor estabeleceu o Seu Nome (Deuteronômio 16:5-6).

As Escrituras também mostram o que aconteceu quando Israel tentou guardar as festas de forma imprópria. Quando Jeroboão criou dias e lugares alternativos de festividade, Deus condenou todo o seu sistema como pecado (1 Reis 12:31-33). Quando o povo negligenciou o Templo ou permitiu impureza, as próprias festas se tornaram inaceitáveis (2 Crônicas 30:18-20; Isaías 1:11-15). O padrão é consistente: a obediência exigia o Templo, e sem o Templo não havia obediência.

Por Que Esses Mandamentos das Festas Não Podem Ser Obedecidos Hoje

Após a destruição do Templo, a estrutura ordenada para as festas deixou de existir. Não as festas em si — a Lei de Deus não muda — mas os elementos exigidos:

  • Não há Templo
  • Não há altar
  • Não há sacerdócio levítico
  • Não há sistema sacrificial
  • Não há lugar ordenado para oferecer as primícias
  • Não há possibilidade de apresentar o cordeiro pascal
  • Não há Santo dos Santos para o Dia da Expiação
  • Não há sacrifícios diários durante Tabernáculos

Como Deus exigiu esses elementos para a obediência nas festas, e como eles não podem ser substituídos, adaptados ou simbolizados, a verdadeira obediência agora é impossível. Como Moisés advertiu, Israel não tinha permissão para oferecer a Páscoa “em nenhuma das cidades que o Senhor, o seu Deus, lhe dá”, mas apenas “no lugar que o Senhor escolher” (Deuteronômio 16:5-6). Esse lugar já não existe em pé.

A Lei de Deus continua existindo. As festas continuam existindo. Mas os meios de obediência desapareceram — removidos pelo próprio Deus (Lamentações 2:6-7).

O Erro da Observância Simbólica ou Inventada das Festas

Muitos hoje tentam “honrar as festas” por meio de encenações simbólicas, reuniões congregacionais ou versões simplificadas dos mandamentos bíblicos:

  • Realizar seders de Páscoa sem cordeiro
  • Promover “Festas dos Tabernáculos” sem sacrifícios
  • Celebrar “Shavuot” sem primícias levadas a um sacerdote
  • Criar “cultos de Lua Nova” jamais ordenados na Torá
  • Inventar “festas de treinamento” ou “festas proféticas” como substitutos

Nenhuma dessas práticas aparece em qualquer lugar das Escrituras.
Nenhuma foi praticada por Moisés, Davi, Esdras, Jesus ou os apóstolos.
Nenhuma corresponde aos mandamentos que Deus deu.

Deus não aceita ofertas simbólicas (Levítico 10:1-3).
Deus não aceita culto realizado “em qualquer lugar” (Deuteronômio 12:13-14).
Deus não aceita rituais criados pela imaginação humana (Deuteronômio 4:2).

Uma festa sem sacrifícios não é a festa bíblica.
Uma Páscoa sem cordeiro oferecido no Templo não é Páscoa.
Um “Dia da Expiação” sem serviço sacerdotal não é obediência.

Imitar essas leis sem o Templo não é fidelidade — é presunção.

As Festas Aguardam o Templo Que Só Deus Pode Restaurar

A Torá chama essas festas de “estatuto perpétuo pelas suas gerações” (Levítico 23:14; 23:21; 23:31; 23:41). Nada nas Escrituras — Lei, Profetas ou Evangelhos — jamais cancela essa descrição. O próprio Jesus afirmou que nem a menor letra da Lei cairia até que o céu e a terra passem (Mateus 5:17-18). O céu e a terra continuam; portanto, as festas continuam.

Mas elas não podem ser obedecidas hoje porque Deus removeu:

  • o lugar
  • o altar
  • o sacerdócio
  • o sistema sacrificial que definia as festas

Portanto, até que Deus restaure o que Ele removeu, honramos esses mandamentos reconhecendo a sua perfeição — não inventando substitutos simbólicos. Fidelidade significa respeitar o projeto de Deus, não modificá-lo.


Apêndice 8b: Os Sacrifícios — Por Que Eles Não Podem Ser Obedecidos Hoje

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O Que a Lei Realmente Exigia

Entre todos os mandamentos dados a Israel, nenhum foi descrito com mais precisão do que os sacrifícios. Deus detalhou tudo: o tipo de animal, a idade, a condição, o modo de tratar o sangue, o local do altar, o papel dos sacerdotes e até mesmo as vestes que eles usavam durante o serviço. Cada sacrifício — holocaustos, ofertas pelo pecado, ofertas pela culpa, ofertas de comunhão e ofertas diárias — seguia um padrão divino que não deixava espaço para criatividade pessoal ou interpretações alternativas. “O sacerdote fará isto… o altar ficará aqui… o sangue será colocado ali…” A Lei de Deus é um sistema de obediência exata, não um conjunto de sugestões abertas à adaptação.

Um sacrifício nunca foi simplesmente “matar um animal para Deus”. Era um ato santo realizado somente no pátio do Templo (Levítico 17:3-5; Deuteronômio 12:5-6; 12:11-14), somente por sacerdotes consagrados da linhagem de Arão (Êxodo 28:1; 29:9; Levítico 1:5; Números 18:7) e somente em condições de pureza ritual (Levítico 7:19-21; 22:2-6). O adorador não escolhia o lugar. O adorador não escolhia quem oficiava. O adorador não decidia como o sangue seria tratado ou onde seria aplicado. Todo o sistema era projeto de Deus, e obedecer significava respeitar cada detalhe desse projeto (Êxodo 25:40; 26:30; Levítico 10:1-3; Deuteronômio 12:32).

Como Israel Obedeceu a Esses Mandamentos no Passado

Enquanto o Templo existiu, Israel obedeceu a essas leis exatamente como foram ordenadas. As gerações de Moisés, Josué, Samuel, Salomão, Ezequias, Josias, Esdras e Neemias se aproximaram de Deus por meio dos sacrifícios que Ele mesmo estabeleceu. Ninguém substituiu o altar. Ninguém improvisou novos rituais. Ninguém ofereceu sacrifícios em suas casas ou em reuniões locais. Até mesmo os reis — com toda a sua autoridade — estavam proibidos de realizar as funções reservadas aos sacerdotes.

As Escrituras mostram repetidamente que, sempre que Israel tentou alterar esse sistema — oferecendo sacrifícios em lugares não autorizados ou permitindo que não sacerdotes assumissem funções sagradas — Deus rejeitou aquele culto e muitas vezes trouxe juízo (1 Samuel 13:8-14; 2 Crônicas 26:16-21). Fidelidade significava fazer precisamente o que Deus disse, no lugar que Ele escolheu, por meio dos servos que Ele designou.

Por Que Esses Mandamentos Não Podem Ser Obedecidos Hoje

Depois da destruição do Templo, no ano 70 d.C., pelos romanos, todo o sistema sacrificial se tornou impossível de praticar. Não porque Deus o tenha abolido, mas porque a estrutura dada por Deus para obedecer a esses mandamentos já não existe. Não há Templo, não há altar, não há Santo dos Santos, não há sacerdócio consagrado, não há sistema de pureza estabelecido, nem lugar autorizado na terra onde o sangue de um sacrifício possa ser apresentado diante de Deus.

Sem esses elementos, não existe algo como “fazer o melhor possível” ou “guardar o espírito da lei”. A obediência exige as condições que Deus estabeleceu. Quando essas condições desaparecem, a obediência se torna impossível — não porque nos recusemos a obedecer, mas porque o próprio Deus removeu as ferramentas necessárias para cumprir esses mandamentos específicos.

O Que Daniel Profetizou Sobre o Fim dos Sacrifícios

As próprias Escrituras anunciaram que os sacrifícios cessariam — não porque Deus os aboliria, mas porque o Templo seria destruído. Daniel escreveu que “fará cessar o sacrifício e a oferta” (Daniel 9:27), mas explicou a causa: a cidade e o santuário seriam destruídos por forças hostis (Daniel 9:26). Em Daniel 12:11, o profeta declara novamente que o sacrifício contínuo seria “tirado”, expressão que descreve remoção por meio de violência e desolação, não o cancelamento de uma lei. Nada em Daniel sugere que Deus mudou Seus mandamentos. Os sacrifícios cessaram porque o Templo foi tornado desolado, exatamente como o profeta disse. Isso confirma que a Lei em si permanece intocada; apenas o lugar escolhido por Deus para a obediência foi removido.

O Erro dos Sacrifícios Simbólicos ou Inventados

Muitos grupos messiânicos tentam reproduzir partes do sistema sacrificial de forma simbólica. Realizam ceias de Páscoa e as chamam de “o sacrifício”. Queimam incenso em reuniões. Reencenam rituais, movem ofertas e fingem “honrar a Torá” por meio de dramatizações. Outros criam ensinos como “sacrifícios proféticos”, “sacrifícios espirituais” ou “ensaios para o futuro Templo”. Essas práticas parecem religiosas, mas não são obediência — são invenções.

Deus nunca pediu sacrifícios simbólicos. Deus nunca aceitou substitutos criados pela imaginação humana. E Deus não é honrado quando pessoas tentam executar fora do Templo aquilo que Ele ordenou que fosse feito somente dentro dele. Imitar esses mandamentos sem o Templo não é fidelidade; é desprezo pela própria precisão que Deus usou quando os estabeleceu.

Os Sacrifícios Aguardam o Templo Que Só Deus Pode Restaurar

O sistema sacrificial não desapareceu, não foi abolido e não foi substituído por atos simbólicos ou metáforas espirituais inventadas por homens. Nada na Lei, nos Profetas ou nas palavras de Jesus declara que os mandamentos sobre os sacrifícios chegaram ao fim. Jesus confirmou a validade eterna de cada parte da Lei, dizendo que nem a menor letra cairia até que o céu e a terra passem (Mateus 5:17-18). O céu e a terra continuam. Portanto, os mandamentos permanecem.

Em todo o Antigo Testamento, Deus prometeu repetidas vezes que a Sua aliança com o sacerdócio de Arão era “perpétua” (Êxodo 29:9; Números 25:13). A Lei chama as ordenanças sacrificiais de “estatuto perpétuo pelas suas gerações” (por exemplo, Levítico 16:34; 23:14; 23:21; 23:31; 23:41). Nenhum profeta jamais anunciou o fim desses mandamentos. Em vez disso, os profetas falam de um futuro em que as nações honram o Deus de Israel e a Sua casa se torna “casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7), o mesmo versículo que Jesus citou para defender a santidade do Templo (Marcos 11:17). Jesus não citou esse versículo para sinalizar o fim do Templo, mas para condenar os que o estavam corrompendo.

Como a Lei nunca aboliu esses sacrifícios, como Jesus nunca os aboliu e como os Profetas nunca ensinaram sua anulação, concluímos apenas o que as Escrituras permitem: esses mandamentos continuam fazendo parte da eterna Lei de Deus e não podem ser obedecidos hoje simplesmente porque os elementos que o próprio Deus exigiu — o Templo, o sacerdócio, o altar e o sistema de pureza — não estão disponíveis.

Até que Deus restaure o que Ele mesmo removeu, a postura correta é a humildade — não a imitação. Não tentamos recriar o que Deus suspendeu. Não mudamos o altar, não trocamos o lugar, não alteramos o ritual e não inventamos versões simbólicas. Reconhecemos a Lei, respeitamos a sua perfeição e nos recusamos a acrescentar ou tirar qualquer coisa do que Deus ordenou (Deuteronômio 4:2). Qualquer coisa menos do que isso é obediência parcial, e obediência parcial é desobediência.


Apêndice 8a: As Leis de Deus Que Exigem o Templo

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Esta página faz parte de uma série que explora as leis de Deus que só podiam ser obedecidas enquanto o Templo estava presente em Jerusalém.

Introdução

Desde o princípio, Deus estabeleceu que certas partes da Sua Lei seriam cumpridas somente em um lugar específico: o Templo onde Ele escolheu fazer habitar o Seu Nome (Deuteronômio 12:5-6; 12:11). Muitas ordenanças dadas a Israel — sacrifícios, ofertas, rituais de purificação, votos e os deveres do sacerdócio levítico — dependiam de um altar físico, de sacerdotes descendentes de Arão e de um sistema de pureza que existia somente enquanto o Templo permanecia de pé. Nenhum profeta e nem mesmo Jesus jamais ensinou que esses mandamentos poderiam ser transferidos para outro lugar, adaptados a novas circunstâncias, substituídos por práticas simbólicas ou obedecidos parcialmente. A verdadeira obediência sempre foi simples: ou fazemos exatamente o que Deus ordenou, ou não estamos obedecendo. “Não acrescentem nem tirem coisa alguma daquilo que eu ordeno a vocês, mas guardem os mandamentos do Senhor, o seu Deus, que estou dando a vocês” (Deuteronômio 4:2; ver também Deuteronômio 12:32; Josué 1:7).

A Mudança nas Circunstâncias

Após a destruição do Templo em Jerusalém no ano 70 d.C., a situação mudou. Não porque a Lei mudou — a Lei de Deus continua perfeita e eterna — mas porque os elementos exigidos por Deus para cumprir esses mandamentos específicos já não existem. Sem Templo, sem altar, sem sacerdotes consagrados e sem as cinzas da novilha vermelha, torna-se literalmente impossível repetir o que as gerações de Moisés, Josué, Davi, Ezequias, Esdras e os apóstolos obedeceram fielmente. O problema não é falta de disposição; o problema é impossibilidade. O próprio Deus fechou essa porta (Lamentações 2:6-7), e nenhum ser humano tem autoridade para inventar outra.

Pintura mostrando a destruição do templo em Jerusalém
Pintura de Francesco Hayez mostrando a destruição do Segundo Templo no ano 70 d.C.

O Erro da Obediência Inventada ou Simbólica

Mesmo assim, muitos movimentos messiânicos e grupos que tentam recuperar elementos da vida israelita têm criado formas reduzidas, simbólicas ou reinventadas dessas leis. Eles realizam celebrações jamais ordenadas na Torá. Inventam “ensaios de festas” e “festas proféticas” para substituir aquilo que antes exigia sacrifícios, sacerdócio e um altar santo. Chamam suas criações de “obediência”, quando na verdade são apenas invenções humanas vestidas com linguagem bíblica. A intenção pode parecer sincera, mas a verdade permanece inalterada: não existe obediência parcial quando Deus especificou cada detalhe do que Ele exigiu.

O Muro das Lamentações. Ruina do templo de Jerusalém.
O Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, é um remanescente do Templo em Jerusalém que foi destruído no ano 70 d.C. pelos romanos.

Deus Aceita Nossas Tentativas de Fazer o Que Ele Proibiu?

Uma das ideias mais prejudiciais em circulação hoje é a crença de que Deus se agrada quando “fazemos o nosso melhor” para obedecer aos mandamentos que dependiam do Templo, como se a destruição do Templo tivesse acontecido contra a vontade dEle e nós, por meio de atos simbólicos, pudéssemos de alguma forma Lhe oferecer consolo. Isso é um grave equívoco. Deus não precisa de nossas improvisações. Ele não precisa de nossos substitutos simbólicos. E Ele não é honrado quando desprezamos Suas instruções exatas para criar nossas próprias versões de obediência. Se Deus ordenou que certas leis fossem cumpridas apenas no lugar que Ele escolheu, com os sacerdotes que Ele designou, no altar que Ele santificou (Deuteronômio 12:13-14), então tentar cumpri-las em outro lugar — ou de outra forma — não é devoção. É desobediência. O Templo não foi removido por acidente; foi removido por decreto de Deus. Agir como se pudéssemos recriar aquilo que Ele mesmo suspendeu não é fidelidade, mas presunção: “Acaso o Senhor tem tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua voz? Obedecer é melhor do que sacrificar” (1 Samuel 15:22).

Propósito Desta Série

O propósito desta série é tornar essa verdade clara. Não estamos rejeitando nenhum mandamento. Não estamos diminuindo a importância do Templo. Não estamos escolhendo quais leis obedecer ou ignorar. Nosso objetivo é mostrar exatamente o que a Lei ordenou, como essas ordenanças foram obedecidas no passado e por que elas não podem ser obedecidas hoje. Permaneceremos fiéis às Escrituras sem acréscimos, adaptações ou criatividade humana (Deuteronômio 4:2; 12:32; Josué 1:7). Cada leitor entenderá que a impossibilidade atual não é rebeldia, mas simplesmente a ausência da estrutura que o próprio Deus exigiu.

Iniciamos, então, com a base: o que a Lei realmente ordenou — e por que essa obediência só era possível enquanto o Templo existia.